Na mitologia grega, os ventos (em grego, Άνεμοι — "Anemoi") eram 9 deuses responsáveis pelo vento. Éolo , deus dos ventos, comandava todos os ventos; tanto as brisas leves quanto as piores tempestades. A cada um dos outros deuses era atribuído uma direção cardinal. Em especial a genealogia dos Quatro Grandes Ventos é controversa, por vezes são colocados como titãs, portanto filhos de Urano, o céu e Gaia, a terra. Entretanto existem outras descrições.
Quatro Grandes Ventos
Por vezes 4 deuses do vento aparecem como sendo os principais, sendo eles:
Bóreas (N), o vento norte, frio e violento;
Zéfiro (O), o vento oeste, suave e agradável;
Eurus (L), o vento leste, criador de tempestades;
Nótus (S), o vento sul, quente e formador de nuvens;
Nas mitologias grega e romana, os semideuses eram filhos de deuses com parceiros mortais. Eles normalmente se destacavam por serem mais fortes que os humanos normais. Algumas vezes eram admitidos no Olimpo como imortais, o que é pouquíssimas vezes relatado.
Semideuses
Personagem
Poderes
Hércules
Força Aprimorada: É a capacidade de exercer força física acima do normal. Entre os efeitos estão a habilidade de poder levantar grandes pesos ou esmiuçar materiais resistentes mediante o exercício de sua força física.
Aquiles
Invulnerabilidade: Não pode ser ferido. Isto dá a ele a habilidade de resistir impactos, tiros, choques, venenos, explosões, e o que mais se puder imaginar, sem sofrer nenhum dano.
Deon
Persuasão: é a capacidade de obrigar outros a obedecer seus comandos vocais
Minos
Nenhum:
Perseu
Nenhum:
Heitor
Nenhum:
Uma nova Saga de Rick Riordan revelou um novo meio-sangue herói. Percy Jackson - Filho de Poseidon.
Na mitologia grega, os sátiros (em grego, Σάτυροι, Sátyroi, talvez relacionado ao grego sathê, "pênis") são divindades menores da natureza com o aspecto de homens com cauda e orelhas de asno, narizes chatos, lábios grossos, barbas longas e órgãos sexuais de dimensões acima da média, muito freqüentemente mostrados em ereção.
Viviam nos campos e bosques e tinham relações sexuais com as ninfas (principalmente as mênades, que a eles se juntavam no cortejo de Dioniso), mas também com mulheres e rapazes humanos. Apreciavam a companhia de Dioniso, o vinho, a música e as orgias. Dançam ao som de flautas (auloi), címbalos, castanholas e gaitas de foles.
Sátiros envelhecidos, representados calvos e barrigudos, eram chamados de silenos (seilenoi, em grego), cujo nome talvez derive do trácio zílai, "vinho".
Sileno, o líder ou pai dos sátiros e silenos, é freqüentemente representado montado num burro sobre o qual se equilibra com dificuldade, por estar sempre bêbado.
Filho de Pã e de uma melíade ou, segundo outra versão, nascido como as melíades do sangue de Urano que caiu na Terra, Sileno foi encarregado de cuidar de Dioniso quando criança. Depois, quando o deus já estava adulto, acompanhou-o em suas viagens.
Regressando da Índia, Sileno estabeleceu-se na Arcádia, onde seu caráter jovial e brincalhão atraiu a simpatia e o afeto dos pastores, que lhe construíram um templo. Andava, em geral, coroado de hera, com uma taça de vinho na mão. Os sátiros gostavam de carregá-lo e as ninfas o amavam por sua bondade. Dizia-se que esse velho voluptuoso, nos seus momentos de sobriedade, era um grande sábio e profeta.
Um mito conta que foi encontrado bêbado e perdido na Frígia, onde foi encontrado por camponeses e levado ao rei Midas, que o tratou com bondade. Dioniso ofereceu ao rei uma recompensa e Midas escolheu o poder de transformar tudo que tocasse em ouro.
Os daimones, como aquele do qual Sócrates se gabava de ser acompanhado, eram às vezes chamados também de silenos.
Drama Satírico
Os sátiros eram personagens obrigatórios dos "dramas satíricos", peças leves que o teatro grego apresentava como complemento e alívio cômico de uma trilogia trágica em honra de Dioniso, que abordava o tema central da série de tragédias sob um aspecto mais leve. Nos dramas satíricos, os heróis agem de maneira séria, mas seus atos são satirizados por comentários irreverentes e obscenos dos sátiros que os acompanham.
Sátiros na Bíblia
Nas traduções do Antigo Testamento (notadamente Isaías 13:21 e 34:14), o termo "sátiro" é às vezes usado como tradução do hebraico se'irim, "peludos", também traduzido como "demônios" ou "bodes". No folclore dos antigos hebreus, se'irim era um tipo de daimon ou ser sobrenatural que habitava lugares desolados. Existe uma alusão à prática de realizar sacrifícios aos se'irim no Levítico, 17:7. Essas entidades podem estar relacionados ao "demônio peludo dos passos montanhosos" (azabb al-akaba) das lendas árabes.
Na Vulgata, a tradução da Bíblia por São Jerônimo, o mesmo termo foi traduzido por onocentauro.
Sátiros romanos e modernos
Os romanos identificaram os sátiros gregos com o deus Fauno e com os faunos da mitologia latina. Suas características eram originalmente diferentes, mas a literatura e a arte clássica da Europa moderna trataram os dois termos como sinônimos e misturaram suas características.
Os sátiros tinham aspecto mais humano, salvo pela cauda e orelhas de asno, mas eram lascivos e bêbados. Os faunos tinham aspecto mais animalesco, mas eram de comportamento mais digno.
O resultado desse sincretismo são entidades com o comportamento dos sátiros gregos e o aspecto dos faunos latinos, chamadas indiferentemente de faunos ou de sátiro, mas na verdade mais semelhante aos pãs gregos. É com esse aspecto e conceito que os sátiros foram imaginados, descritos e pintados desde a Renascença, geralmente na forma de machos lúbricos.
Dessa concepção de sátiro, vêm termos como "satiríase", "satirismo" ou "satiromania" (desejo sexual excessivamente forte nos homens). Vale notar, porém, que a palavra "sátira" não está etimologicamente relacionada aos sátiros.
"Sátira" provém do latim satira "mistura de prosa e verso, sátira, gênero satírico", forma tardia do latim satura "sátira, mistura", que segundo os gramáticos latinos é abreviação do latim lanx satura "prato cheio, prato com vários tipos de frutos reunidos", de lanx "prato" e satùra, feminino de satur "cheio, abundante", de satis "muito, bastante".
A semelhança formal entre os vocábulos latinos satìra e satyrus "sátiro" gerou uma grafia satyra, etimologicamente incorreta, baseada no fato de que o latim satìra derivaria do grego sátyros, em alusão ao coro de Sátiros, que emprestou seu nome ao drama satírico grego.
As plêiades (em grego, Πλειάδες, pleiádes), eram as sete filhas do titã Atlas e da oceânide Plêione, nascidas no monte Cilene e irmãs de Calipso, das Híades e das Hespérides. Seu nome, como o de sua mãe, deriva do grego πλεῖν, pleîn, "navegar", porque o aglomerado estelar das Plêiades é visível na noite do Mediterrâneo durante o verão, do meio de maio ao início de novembro, período que coincide com a estação da navegação na Antiguidade.
Originalmente ninfas oréades, as plêiades fizeram parte do cortejo de Ártemis e, junto com as Híades, eram chamadas também de Atlântidas, Dodônidas ou Nisíadas, as ninfas que foram amas e mestras do pequeno Dioniso.
Depois que Atlas foi obrigado a suportar os céus em seus ombros, Órion começou a perseguir as plêiades. Zeus, agradecido pelos cuidados a Dioniso, transformou-os primeiro em pombas, para permitir que fugissem, mas como o caçador continuasse em seu encalço, acabou por transformá-las novamente em estrelas. Por isso, no céu, a constelação de Órion parece perseguir as Plêiades.
No aglomerado estelar, seis das estrelas são claramente visíveis, enquanto a sétima, Mérope, é mais apagada - segundo o mito, está envergonhada porque enquanto todas as irmãs foram amantes de deuses, Mérope foi amada por um simples mortal.
As sete plêiades são:
Maia - a mais velha, amante de Zeus, foi mãe de Hermes
Electra - amante de Zeus, foi mãe de Dárdano e Iásion
Taígete ou Taígeta - amante de Zeus, foi mãe de Lacedêmon
Alcione - amante de Poseidon, foi mãe de Hirieu
Celeno - amante de Poseidon, foi mãe de Lico e Euripilo
Astérope ou Estérope - amante de Ares, foi mãe de Enôamo
Mérope - casou-se com o mortal Sísifo e foi mãe de Glauco
Nas mitologia grega e romana, as oceânides (do grego Ωκεανιδες) são as ninfas. Coroadas de flores, elas acompanham, durante os cortejos, a concha de Tétis, sua mãe. As Oceânides são as ninfas dos fundos inacessíveis do mar e do Oceanus, seu pai. Algumas, nas lendas, distinguiram-se, tais como Clímene, esposa do titã Jápeto, e Dione, amante de Zeus. Na obra "Teogonia", Hesíodo descreve as 41 ninfas de "áureos tornozelos", ou seja, dentre as oceânides essas citadas por Hesíodo seriam divindades menores associadas aos fenômenos marítimos:
1-Admete ou Admeta (a Virgínea);
2-Acaste ou Acasta (a Instánel ou a Irregular);
3-Anfiro (a Circunflui);
4-Dione (a Divina ou a Celestial), foi desposada por Zeus e dessa união concebeu Afrodite, deusa do amor e protetora dos amantes;
5-Dóris (a Dadivosa), foi desposada por Nereu e concebeu as 50 Nereidas e Nérites;
6-Idia ou Eidia (a Visão);
7-Electra (a Ambarina);
8-Eurínome (a Amplo Pasto), foi desposada por Zeus e concebeu as Cárites;
9-Galaxaura (a Calmaria);
10-Hippo (a Equina);
11-Ianeira ou Janira;
12-Ianthe ou Ianta (a Violeta);
13-Calírroe (a Belaflui);
14-Calipso (a Ocultadora);
15-Criseis (a Áurea);
16-Cerceis (a Tecelã);
17-Clímene, foi desposada pelo titã Jápeto e concebeu Epimeteu, Prometeu, Atlas, Menoécio e Héspero;
18-Clítia;
19-Menestho (a Resistência);
20-Melobosis (a Pecuária);
21-Métis (a Astúcia), foi engolida por Zeus que posteriormente da sua cabeça concebeu a deusa Atena;
22-Ocírroe (a Velozflui);
23-Ourânia (a Celeste);
24-Pasíthoe (a Persuasiva);
25-Peitho (a Persuasão);
26-Petraia;
27-Plexaura (os Vagalhões dos Ventos);
28-Pluto (a Riqueza);
29-Polidora (a de Muitos Dons);
30-Primno (a Popa);
31-Ródea (a Rósea);
32-Estige (a Odiosa), foi desposada por Palas e concebeu quatro filhos: Nice (a vitória), Bía (a violência), Cratos (o poder) e Zelo;
Na mitologia grega, as Nereidas ou Nereides (em grego antigo, Νηρείδες ou Νηρηίδες ; no singular, Νηρείς, translit. Nêrêís, ‘filha de Nereu’, de νέειν , translit. néein, "nadar") eram as cinquenta filhas (ou cem, segundo outros relatos) de Nereu e de Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do mar Egeu.
Nereu, um deus marinho mais antigo que Neptuno, filho de Oceanus, era descrito como um velho pacato, justo, benévolo e sábio que representava a calma e serenidade do mar. As Nereidas eram veneradas como ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros em perigo. Por sua beleza, as Nereidas também costumavam dominar os corações dos homens.
São representadas com longos cabelos, entrelaçados com pérolas. Caminham sobre golfinhos ou cavalos-marinhos. Trazem à mão ora um tridente, ora uma coroa, ora um galho de coral. Algumas vezes representam-nas metade mulheres, metade peixes.
O único relato onde elas prejudicam os mortais consta do mito de Andrômeda. Segundo o mito, elas exigiram o sacrifício de Andrômeda como punição pelo fato de Cassiopéia, mãe da jovem, ter alegado ser mais bela que as Nereidas.
Nomes das Nereidas
A lista a seguir reúne informações de quatro fontes: Apolodoro, Hesíodo, Homero e Higino. Por isso o número de nomes é maior que cinquenta .
Actaea
Agave, a nobre
Amatia
Anfinome
Anfitoe
Anfitrite, nutrida de mar
Apseudes
Aretusa
Ásia
Autonoe
Beroe
Calianassa
Calianira
Calypso
Ceto
Clio
Climene
Cranto
Creneis
Cídipe
Cimo
Cimatolege
Cimodoce
Cimótoe, ligeira como a onda
Deiopea
Dero
Dexamene
Dione
Dóris
Doto
Drimo
Dinamene
Eione
Efyra
Erato, a que desperta o desejo (Erato é também uma das Musas)
Eucrante, a que traz a realização
Eudora, a dos bons presentes
Eulimene, a do bom porto
Eumolpe
Eunice, a da vitória feliz
Eupompe
Eurídice
Evagore
Evarne
Galena, tempo calmo
Galatea
Glauce, verde-mar
Glauconome
Hália, a que mora no mar
Halimede
Hiponoe
Hipotoe
Iaera
Ianassa
Ianira
Ione
Laomedia
Leiagore
Leucótea
Ligea
Limnoria
Licórias
Lysianassa
Maera
Mélita
Menippe
Nausithoe
Nemertes
Neomeris
Nesaea
Neso
Opis
Orithyia
Panope
Panopeia
Pasítea
Ferusa
Filodoce
Plexaure
Ploto, a nadadora
Pontomedusa
Pontoporia
Poulunoe
Pronoe
Proto
Protomedia
Psâmate
Sao, a salvadora
Espeio, a que mora em cavernas
Tália
Temisto
Tétis
Toe, a que se move depressa
Tusa
No folclore grego moderno, o termo "nereida" (νεράϊδα, neráïda) se aplica não só às ninfas do mar, mas a todas elas.
Na mitologia grega, ninfas são qualquer membro de uma grande categoria de deusa -espíritos naturais femininos, às vezes ligados a um local ou objeto particular. Muitas vezes, ninfas compõem o aspecto de variados deuses e deusas, ver também a genealogia dos deuses gregos. São frequentemente alvo da luxúria dos sátiros. Em outros resumos as ninfas seriam fadas sem asas, leves e delicadas.
São a personificação da graça criativa e fecundadora na natureza.
Definição
Ninfa deriva do grego nimphe, que significa "noiva", "velado", "botão de rosa", dentre muitos outros significados. As ninfas são espíritos, geralmente alados, habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas.
São frequentemente associadas a deuses e deusas maiores, como a caçadora Ártemis, ao aspecto profético de Apolo, ao deus das árvores e da loucura Dionísio, ao aspecto pastoreador de Hermes.
Uma classe especial de ninfas, as Melíades, foram citadas por Homero como as mais ancestrais das ninfas. Enquanto as demais ninfas são normalmente filhas de Zeus, as Melíades descendem de Uranus.
Apesar de serem consideradas divindades menores, espíritos da natureza, as ninfas são divindades às quais todo o mundo Helénico prestava grande devoção e homenagem, e mesmo temor. Não podemos esquecer que,de acordo com a mitologia grega, Hérmia era a rainha das fadas e ninfas.
Classificação
Encontramos vários tipos ou classes de Ninfas conforme o seu habitat, ou as diferentes esferas naturais a que estão associadas.
Entre as mais populares, classificamos:
Epigéias - Ninfas da terra ou do cultivo:
·
Agrónomides - associadas aos campos cultivados
Alseídes - associadas a flores
Antríades - associadas as cavernas
Auloníades - associadas a pastos
Dríades - associadas a florestas
Hamadríades - associadas a árvores
Leimáquides ou Limounídes - associadas a campinas e os prados
Melíades - associdas a árvore do freixo
Oréades ou Orestíades - associadas a montanhas
Napéias - associadas a vales
Efidríades - Ninfas da água:
·
Oceânidas - filhas de Oceanus, qualquer corpo de água, normalmente água salgada.
Nereidas - filhas de Nereu, associadas ao Mar Mediterrâneo, aos mares calmos e às águas litorâneas.
Híades - filhas de Apolo e Cirene, irmãs de Faetonte, foram as responsáveis pelos cuidados de Dionísio,ninfas do rio.
Plêiades - filhas de Atlas e Pleione, ninfas da chuva e irmãs de Hías.
Corícias ou Coricídes - ninfas das covas ou cavernas nas montanhas, outro nome das Musas.
Neféles - filhas de Hemera, por sí só, ou junto a Éter, ninfas das nuvens
Náiades - associadas à água doce.
Crinéias ou Crinaias- associadas a fontes.
Pegéias - associadas a mananciais.
Potâmides - associadas a rios.
Limnátides ou Limneidas - associadas a lagos perigosos e pântanos.
Outros tipos de ninfa:
·
As musas - filhas de Zeus e Mnemosine, ou de Uranus e Gaia, passaram a compor o séquito de Apolo durante a era olímpica:
Calíope - poesia épica
Clio - história
Erato - poesia lírica ou erótica
Euterpe - música
Melpômene - tragédia
Polímnia - poesia sacra
Tália - comédia
Terpsícore - dança
Urânia - astrologia
Scylla - A ninfa que virou monstro devido um feitiço da bruxa Circe.
·
Perimélides - ninfas associadas ao gado.
Epimélides - ninfas associadas as ovelhas.
Trías - ninfas associadas as abelhas.
Lâmpades - associadas ao submundo, compõem o séquito de Hécate.
Hespérides - guardiãs do Jardim das Hespérides, onde cresciam maçãs de ouro que davam a imortalidade a quem as comesse.
Citações
Callimachus no seu Hino a Delos descreve-nos a angústia de uma Ninfa pelo seu carvalho recentemente atingido por um raio.
As Ninfas aparecem muitas vezes como auxiliares de outras divindades, como são exemplo as ninfas de Circe, ou como ajudantes de certos deuses, particularmente Ártemis, ou mesmo de outras Ninfas de maior estatuto como Calipso.
As Ninfas também aparecem bastante em lendas onde o amor é o motivo central, como as histórias de Eco e Calisto, e ainda onde o papel de mulher de um herói é de certa maneira tema recorrente, como são exemplos a lenda de Aegina e Aeacus ou a da Ninfa Taygete.
As musas são entidades mitólogicas a que são atribuidas capacidade de inspirar a criação artística ou científica; na Grécia, eram as nove filhas de Mnemosine e Zeus. Musa, no singular, é a figura feminina real ou imaginária que inspira a criação. O correspondente masculino seria o fauno, todavia este ser não tem exatamente a mesma capicidade inspiradora na mitologia. O templo das musas era o Museion, termo que deu origem à palavra museu, nas diversas línguas indo-européias, como local de cultivo e preservação das artes e ciências.
Origem mitológica
Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário. As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhados pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Eram, originalmente, ninfas dos rios e lagos. Seu culto era originário da Trácia ou em Pieria, região a leste do Olimpo, de cujas encostas escarpadas desciam vários córregos produzindo sons que sugeriam uma música natural, levando a crer que a montanha era habitada por deusas amantes da música. Nos primórdios, eram apenas deusas da música, formando um maravilhoso coro feminino. Posteriormente, suas funções e atributos se diversificaram.
Calíope (bela voz), a primeira entre as irmãs, era a musa da eloqüência. Seus símbolos eram a tabuleta e o buril. É representada sob a aparência de uma jovem de ar majestoso, a fronte cingida de uma coroa de ouro. Está ornada de grinaldas, com uma mão empunha uma trombeta e com a outra, um poema épico. Foi amada por Apolo, com quem teve dois filhos: Himeneu e Iálemo. E também por Eagro, que desposou e de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.
Clio (a que confere fama) era a musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra. Costumava ser representada sob o aspecto de uma jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado "Tucídide". Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre sobre o qual ela descansa, e o tempo que se vê ao seu lado, para mostrar que a história alcança todos os lugares e todas as épocas.
Érato (a que dá júbilo) era a musa da poesia lírica e tinha por símbolo a flauta, sua invenção. Ela é uma jovem, que aparece coroada de flores, tocando o instrumento de sua invenção. Ao seu lado estão papéis de música, oboés e outros instrumentos. Por estes atributos, os gregos quiseram exprimir o quanto as letras encantam àqueles que as cultivam.
Tália (a festiva) era a musa da comédia que vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera. É mostrada por vezes portando também um cajado de pastor, coroada de hera, calçada de borzeguins e com uma máscara na mão. Muitas de suas estátuas têm um clarim ou porta-voz, instrumentos que serviam para sustentar a voz dos autores na comédia antiga.
Melpômene (a cantora) era a musa da tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira. Empunhava a maça de Hércules e era oposto de Tália. O seu aspecto é grave e sério, sempre está ricamente vestida e calçada com coturnos.
Terpsícore (a que adora dançar) era a musa da dança. Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira. Apresenta-se coroada de grinaldas, tocando uma lira, ao som da qual dirige a cadência dos seus passos. Alguns autores fazem-na mãe das Sereias.
Euterpe (a que desperta desejo) era a musa do verso erótico. É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas. Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno Amor que beija-lhe os pés.
Polímnia (a de muitos hinos) era a musa dos hinos sagrados e da narração de histórias. Costuma ser apresentada em atitude pensativa, com um véu, vestida de branco, em uma atitude de meditação, com o dedo na boca.
Urânia (celeste) era a musa da astronomia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso. Representam-na com um vestido azul-celeste, coroada de estrelas e com ambas as mãos segurando um globo que ela parece medir, ou então tendo ao seu lado uma esfera pousada uma tripeça e muitos instrumentos de matemática. Urânia era a entidade a que os astrônomos/astrólogos pediam inspiração.
Suas moradas, normalmente situadas próximas à fontes e riachos, ficavam na Pieria, leste do Olimpo (musas pierias), no monte Helicon, na Beocia (musas beocias) e no monte Parnaso em Delfos (musas délficas). Nesses locais dançavam e cantavam, acompanhadas muitas vezes de Apolo Musagetes (líder das musas - epíteto de Apolo). Eram bastante zelosas de sua honra e puniam os mortais que ousassem presumir igualdade com elas na arte da música. O coro das musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais. Também freqüentavam o Monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse suas águas. Ao lado das fontes, faziam gracioso movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.
Na mitologia grega as Musas (em grego Μοῦσαι) eram, segundo os escritores mais antigos, as deusas inspiradoras da música e, segundo as noções posteriores, divindades que presidiam os diferentes tipos de poesia, assim como as artes e as ciências. Originalmente foram consideradas Ninfas inspiradoras das fontes, próximas das quais eram adoradas, e levaram nomes diferentes em distintos lugares, até que a adoração tracio-beócia das nove Musas se estendeu desde Beócia ao resto das regiões da Grécia e ao final permaneceria geralmente estabelecida. Ainda que na mitologia romana terminaram sendo identificadas com as Camenas, Ninfas inspiradoras das fontes, na realidade pouco tinham a ver com elas.
Na mitologia grega, as moiras (em grego antigo Μοῖραι) eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens.
As moiras eram filhas de Nix. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada, representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisseia aparecem as fiandeiras.
O mito grego predominou entre os romanos a tal ponto que os nomes das divindades caíram em desuso. Entre eles eram conhecidas por Parcas chamadas Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir a gestação e o nascimento, o crescimento e desenvolvimento, e o final da vida; a morte; notar entretanto, que essa regência era apenas sobre os humanos.
Os poetas da antiguidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As Moiras eram:
Cloto (Κλωθώ; klothó) em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécata, Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.
Láquesis (Λάχεσις; láchesis) grego significa "sortear" puxava e enrolava o fio tecido, Láquesis atuava junto com Tique, Pluto, Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
Átropos (Ἄτροπος; átropos) em grego significa "afastar", ela cortava o fio da vida, Átropos juntamente a Tânatos, Queres e Moros, determinava o fim da vida.
Na mitologia grega, as Ménades, ou Mênades, (de mainomai, ”enfurecido”), também conhecidas como bacantes, tíades ou bassáridas, eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso (ou Baco). Eram conhecidas como selvagens e endoidecidas, de quem não se conseguia um raciocínio claro.
Durante o culto, dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza. Os mistérios que envolviam o deus, provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação.
Normalmente são representadas nuas ou vestidas só com peles de veado, com grinaldas de Hera e empunhando um tirso (bastão envolto em ramos de videira).
Na obra intitulada Dionísiacas são citadas dezoito ménades:
As Horas (em grego: Ώρες; em latim: Horae) constituíam, na mitologia grega, um grupo de deusas que presidiam às estações dos anos. Eram filhas de Zeus e Têmis são: Irene (paz), Dice (justiça) e Eunômia (disciplina); estas são as Horas mais velhas e estão ligadas a legislação e ordem natural, sendo uma extensão dos atributos de sua mãe Têmis. Eumônia está relacionada com a representação da divindade da justiça. Temis e Dice elucidam o lado ético do instinto, a voz miúda e calma no seio do impulso. Dike para a humanidade é a função de base institual muito sintônica com o que chama de instinto para reflexão. As três horas também são as porteiras do Olimpo.
Existem mais nove Horas que são guardiãs da ordem natural, do ciclo anual de crescimento da vegetação e das estações climaticas anuais. (Talo, Carpo, Auxo, Acme, Anatole, Disis, Dicéia, Eupória, Gimnásia).
As Helíades (em grega: Ηλιάδες, "filhas de Hélio"), na mitologia grega, eram as filhas de Hélio, o deus que conduzia o Sol diante de Apolo. De acordo com algumas versões de seu mito, eram três: Egialeia, Egle e Etéria. De acordo com outra, seriam cinco: Hélia, Mérope, Febe, Etéria e Dioxipe. Seu possível irmão, Fáeton, morreu após tentar conduzir a carruagem de seu pai (o Sol) pelo céu; incapaz de controlar os cavalos, acabou despencando das alturas. As Helíades entraram em luto por cinco meses, e os deuses as transformaram nos choupos, e suas lágrimas em âmbar. Algumas fontes dizem que suas lágrimas teriam formado o rio Erídano.
Os hecatônquiros (em grego Έκατόνχειρες Hekatonkheires, "os de cem mãos"), também conhecidos por Centimanos (do latim Centimani), eram três gigantes da mitologia grega, irmãos dos 12 Titãs e dos 3 Ciclopes, filhos de Urano e Gaia: Briareu ("forte"), Coto ("filho de Cotito") e Giges ("o membrudo"). Possuíam cem braços e cinquenta cabeças.
Urano, que os hostilizava, acabou mandando-os para as entranhas de Gaia. Esta, enfurecida, ajudou-os a escapar e a montar a rebelião que culminaria com a castração de Urano. Depois da queda de Urano, Cronos sobe ao poder e os aprisiona no Tártaro. São libertados por Zeus, que os ajuda a montar uma emboscada. Como possuiam cem braços, eram hábeis venceram os Titãs junto com os deuses olímpianos e no comando zeus, essa foi a famosa titanomaquia.
Depois de derrotar os Titãs, os hecatônquiros se estabeleceram em palácios no rio Oceanus, ficaram como guardiões das portas do Tártaro, onde Zeus havia aprisionado os Titãs.